Médicos vão ter que declarar seus “farmacínios”

Conte-me tudo e não esconda nada. A partir de março do ano que vem, todos os médicos do Brasil vão ter que divulgar se têm algum tipo de vínculo com empresas da área da saúde.
Nenhuma parceria vai ser proibida, mas todas as informações sobre palestras pagas, pesquisas, viagens e pagamentos por serviços prestados vão ser publicadas no site do Conselho Federal de Medicina.
- Além disso, sempre que um médico der uma entrevista ou participar de um evento público, ele vai precisar informar se tem algum conflito de interesse sobre o que está falando.
O que está por trás disso? A ideia da nova regra é garantir mais transparência, fazendo com que os pacientes saibam quando um profissional tem ligação com uma empresa que poderia influenciar suas decisões e prescrições.
Um pouco mais sobre o mundo da medicina 
Todos os anos, a indústria farmacêutica gasta milhões de reais para bancar viagens, palestras, congressos, jantares sofisticados e até presentes para os consultórios de médicos pelo Brasil.
Em 6 anos, as empresas desembolsaram cerca de R$ 200 milhões com profissionais de Minas Gerais — único estado onde os valores são divulgados. Em todo o país, é provável que esses gastos sejam bilionários.
O X da questão: Isso não é uma novidade e nem é ilegal, mas abre portas para possíveis conflitos de interesse, já que, quanto mais prescrever o medicamento de uma companhia, maior a chance do médico receber os “mimos”.
As farmacêuticas garantem que não trocam benefícios por prescrições. Ao mesmo tempo, essa regra da transparência que teremos por aqui já é aplicada em mais de 20 países.





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