Se um biógrafo decidisse hoje catalogar as séries e repetições da minha jornada, ele não encontraria a história de um homem que chegou ao topo, mas de um homem que aprendeu a amar o “chão da academia”. O título não poderia ser outro: Eu Sou Só Condutor.
O Prefácio: A Carga da Origem
A história começaria no hiato entre o analógico e o digital, em 1988. Falaria de como a “infraestrutura do acesso” foi construída por mãos generosas, da sorte grande da minha avó Olinda no Roda a Roda à visão do meu pai. O biógrafo mostraria que o meu primeiro “equipamento” não foi uma supermáquina, mas um computador Positivo que me ensinou a primeira lição do Gym Thinking: a técnica importa mais que o hardware.
O Desenvolvimento: A Hipertrofia do Fracasso
Um capítulo inteiro seria dedicado às “lesões” que viraram força. A reprovação nos bancos escolares que, anos depois, se transformou em um CR de 93.7 na London School. O título desse capítulo? “O Rótulo é Atrofia”. Mostraria que a inteligência não é um dom estático, mas um músculo que cresce sob a tensão da curiosidade e do fôlego renovado.
O Clímax: A Estética da Resistência
A biografia narraria a luta diária para manter a “goiabeira” de pé em meio ao concreto da insensibilidade urbana. Falaria da casa que não precisa de luxo, mas de harmonia. Explicaria por que, para mim, o sucesso não tem “gavetas”: nada se leva, exceto o brilho no olhar de quem inspiramos – especialmente do meu filho, Bernardo.
O Epílogo: A Consciência em Movimento
O biógrafo terminaria dizendo que este condutor não busca o descanso eterno, mas a recuperação estratégica. Que ele entendeu que ser “justo e reto” em um mundo caótico é o exercício de resistência mais pesado que existe. E que, no final das contas, o papel de um condutor é garantir que a energia passe, que a verdade reverbere e que o próximo atleta esteja pronto para saltar.
O Exercício para sua Mente:
Se a sua vida fosse um livro aberto na prateleira da história, o título falaria sobre o que você acumulou ou sobre o que você permitiu que fluísse através de você?
Você é o protagonista de uma obra estática ou o condutor de uma evolução constante?
Mente Una: Menos massa crítica, mais consciência em movimento.






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